FAMÍLIA NUM RANCHO FOLCLÓRICO

Por Frango do Campo

 

Os sonhos de infância nunca se esquecem. Os nossos e os de quem amamos.

Fátima ouviu durante anos o sonho da irmã de entrar num rancho folclórico. Como viviam na Venezuela, um país com um elevado índice de violência, o pai foi desde logo contra a ingressão delas no grupo.

Quando voltaram a Portugal, a Fátima tinha 9 anos. A vida pacata de uma aldeia do litoral levou a que a irmã voltasse a investir no seu sonho: entrar num rancho folclórico. Com alguma insistência, até os pais cederam e se juntaram ao grupo. A Fátima, claro está, também não se fez rogada. 

Quando ouvimos os relatos das histórias felizes em viagens ou dos ensaios do grupo, percebemos que o rancho folclórico não só contribuiu para a integração desta família em Portugal como se tornou na sua segunda casa. 

Uma segunda casa que a Fátima quis partilhar com o Francisco (na altura namorado), com quem viria a casar e a ter 2 filhos. O Francisco integrou o rancho folclórico “Camponeses da Beira-ria“ e nunca mais quis parar. 

Hoje, as sextas-feiras à noite são preenchidas com ensaios. As apresentações do rancho folclórico são uma constante e as coreografias têm de ser ensaiadas vezes sem conta. Enquanto o marido dança, a Fátima toca violino. O Lucas, de 6 anos e a Mafalda, com menos de 2, já acompanham os pais e trajam a rigor. 

Enquanto a pequena Mafalda anda de colo em colo a ser mimada, o Lucas corre e brinca livremente com os miúdos da sua idade. 

O rancho folclórico rapidamente passou de um hobby a uma grande família. Cada membro desta comunidade é um amigo com quem não só partilham o palco mas muitos momentos felizes.

 

FINAL FELIZ, COM INSPIRAÇÃO: